Novidades

A história da plataforma elevatória

A demanda por plataformas elevatórias no Brasil cresceu muito em 10 anos e a previsão é a expansão da sua utilização, o motivo é que elas são um dos meios de acesso à altura mais seguros do mundo. Nos últimos 50 anos, vimos uma grande evolução nos meios de acesso à altura para realização de trabalhos em geral, como nos serviços de instalação, manutenção e construção.

Aquela imagem clássica dos trabalhadores se equilibrando em vigas de aço e pendurados de qualquer forma, para que pudessem executar suas funções, não é mais comum. Hoje, os meios críticos de acesso são aplicados em casos muito específicos, quando existem restrições para o uso de equipamentos próprios para acesso e são executados por profissionais habilidosos, treinados e com muita experiência nestes tipos de acesso. Se voltarmos na história, nas décadas de 30 e 40, alguns veículos já eram utilizados para trabalho em altura, com adaptações específicas, como na troca de lâmpadas em postes e reparo nas linhas de distribuição, telefonia e telégrafos. Podemos dizer que são os precursores das atuais plataformas para trabalho aéreo.Plataformas elevatórias

No final da década de 70 e início da década de 80, as plataformas elevatórias já eram uma realidade nos mercados mais desenvolvidos, como no Reino Unido e Estados Unidos. Hoje, é o equipamento mais utilizado para trabalho em altura. O último relatório da Federação Internacional de Plataformas Aéreas (IPAF), estima que a frota mundial deste equipamento, para o mercado de locação, seja perto de 1,2 milhão. No Brasil, estes equipamentos começaram a aparecer por volta da década de 1990 e se tornaram mais presentes nos últimos 10 anos, com um crescimento exponencial da frota nos anos de 2010 a 2013 devido a vários fatores, como os investimentos que ocorreram no mercado da construção, o crescimento das empresas de locação e também a entrada dos principais fabricantes no país, que apesar de não produzirem as máquinas em território nacional, melhoraram muito o fornecimento de peças de reposição.

A frota de Plataformas

Atualmente, a frota ativa de PTAs no Brasil é estimada em torno de 30.000 máquinas, entre tesouras, articuladas e telescópicas. A grande maioria destas máquinas está nas locadoras, sendo que algumas destas empresas trabalham especificamente com este tipo de equipamento, com profissionais treinados nos principais fabricantes presentes no país.

Existem vários modelos de plataformas elevatórias, que atendem a uma grande gama de aplicações. As mais comuns do mercado nacional são as tesouras e as articuladas, que chegam a alturas de trabalho que variam entre 14 e 20 metros respectivamente. Essas máquinas também podem ser encontradas com pneus que não marcam o solo e podem ser utilizadas em pisos com acabamento mais nobre.

Ainda existem as plataformas de mastro, ou elevadores pessoais, com deslocamento vertical e em alguns casos com jib (braço articulado que une o cesto à lança). Para aplicações em que há necessidade de maior alcance, ou então capacidade para atuar em terrenos um pouco mais agressivos, existem as tesouras, as articuladas e as telescópicas com motor a combustão, geralmente a diesel. Estes equipamentos chegam a pouco mais de 50 metros de altura.

Um outro grupo de equipamentos que vem se tornando bastante presente no mercado brasileiro são as cestas aéreas montadas sobre caminhão. A grande vantagem deste equipamento é não necessitar de transporte, pois o próprio caminhão faz este serviço.

Também há os modelos de baixo alcance que vem se popularizando no nosso mercado, com equipamentos elétricos que atingem até seis metros de altura. Um modelo bastante comum nos mercados mais desenvolvidos, mas que ainda não encontramos muito aqui, são as plataformas articuladas estáticas com reboque. São equipamentos com uma construção mais simples, pois não possuem todos os componentes relacionados ao deslocamento, como motores, válvulas e sistemas de freio. São rebocadas até o local de trabalho e lá são patoladas para a realização do trabalho.

2 Comentários

Os comentários estão fechados.