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Segurança e Saúde no Trabalho

Alunos e ex-alunos do curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho participaram de um workshop com temas relacionados à área de SST no sábado (24/06).

O evento foi uma iniciativa das coordenações de Extensão e de Segurança e Saúde no Trabalho da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM/Unicamp).

Na abertura, o coordenador de SST, prof. Joel de Faria Souza, explicou que o workshop é um excelente espaço para a apresentação de experiências práticas vivenciadas por profissionais que atuam no mercado, que enriquecem o aprendizado dos alunos e ex-alunos do curso de extensão.

De Espaço Confinado a Proteção Respiratória

Os participantes assistiram palestras muito interessantes, como a implantação de um sistema de gestão para Espaço Confinado em uma grande empresa do setor automobilístico. O tema foi apresentado pelo engenheiro ambiental e de SST, Diogo Paulucio, que lembrou a importância de saber definir se um local de trabalho é Espaço Confinado ou não. Segundo a NR33, o que define se um local é espaço confinado são três fatores: área não projetada para habitação; dificuldades de acesso; e atmosfera comprometida.

A engenheira ambiental e sanitarista, Maria Juliana Fontana Silva, da Lord, trouxe para o workshop as principais mudanças que ocorreram com as alterações da ANTT 5232– Transporte Terrestre de Produtos Perigosos. Juliana alertou para a necessidade dos responsáveis, pelo transporte destas cargas, atentarem para as mudanças, pois são muitos requisitos de identificação a serem seguidos e a falta de algum deles em caixas, bombonas etc., podem acarretar em multas consideráveis.

Reconhecer que as ações de segurança e saúde do trabalho não eram suficientes para evitar os acidentes ocupacionais foi determinante para a implantação de um Sistema de Gestão de SST em multinacional do setor de filmes para rotulagem. À frente desta implantação esteve o engenheiro de produção e de SST, Roberto Yokoi. Gestor da área de SST e Meio Ambiente da empresa Avery, Yokoi contou que o envolvimento da liderança foi fundamental para o sucesso do programa e redução dos números de acidentes de trabalho.

A correta seleção de uma PTA

“Qual a Plataforma de Trabalho Aéreo (PTA) você deve utilizar em ambientes fechados?” essa foi uma das questões que o engenheiro mecânico, de SST e diretor técnico da RRQualifica, prof. Roland Robert Colombari, respondeu aos participantes do workshop. Roland apresentou o tema “A correta seleção de uma PTA”, que tem o objetivo de conscientizar profissionais envolvidos, direta ou indiretamente, com o uso das plataformas e das responsabilidades que devem ser assumidas por todos.

Os profissionais presentes fizeram outros questionamentos a respeito do uso da plataforma, como a tradução dos manuais que acompanham os equipamentos, visto que as PTA utilizadas no mercado brasileiro são importadas. O prof. Roland explicou que os manuais das PTA de fabricantes que estão estruturados no Brasil – que têm escritório, área de serviço, distribuição de peças –  foram bem traduzidos e são de fácil entendimento. Já alguns manuais de fabricantes que não estão estruturados aqui, apresentam textos com Português de Portugal, o que não atende o nosso mercado ou nem foram traduzidos para nossa língua.

Outra questão levantada foi a respeito da qualidade dos treinamentos para formação de operador de PTA, encontrando-se muitas vezes treinamentos de “20 minutos”. O prof. Roland disse que, infelizmente, essa é uma prática existente nesse mercado, o que coloca em risco a segurança de quem opera como de quem está no entorno da atividade com a PTA. “Esses treinamentos apresentam conteúdo programático incompleto, tanto teórico e prático, realizados por pessoas sem a qualificação mínima necessária e sem a devida proficiência”, alertou Colombari.

Abordando as questões que envolvem o trabalho em altura, o técnico de segurança Allan Fernandes, da Leal, mostrou os equipamentos existentes no mercado para as atividades que envolvem risco de queda de trabalhadores que utilizam, principalmente, cordas ou escadas para acessar o local de trabalho.

Vestimenta protetiva para FR (Fogo repentino), esse foi um dos principais destaques da palestra sobre vestimentas de proteção para o setor elétrico, do engenheiro Robson Silva da Ideal Work. Ele chamou atenção para o fato de utilizar essa vestimenta, que é um EPI, como uniforme de trabalho. A utilização diária da vestimenta leva a um desgaste do material, ocorrendo a perda de seu efeito protetivo e no momento que acontecer o contato com flash de arco elétrico, a vestimenta não protegerá o usuário.

Para facilitar a implantação e manutenção dos programas de conservação auditiva, o engenheiro Rafael Fernandes, da 3M, apresentou durante sua palestra sobre proteção auditiva e respiratória, uma moderna ferramenta que realiza medição de ruído tanto dentro e fora do ouvido da pessoa, permitindo verificar praticamente em tempo real o nível de atenuação de cada modelo de protetor auricular, seja de espuma, plug ou concha.

O professor Luiz Miranda, responsável pela organização dos temas do workshop, comemorou o sucesso desta primeira edição do evento. Miranda disse que a previsão é de realizar o workshop anualmente, buscando apresentar aos participantes o que há de mais atual na área de segurança e saúde no trabalho.