Cultura de Segurança e as PEMT

Cultura de Segurança e as PEMT

Por Roland Robert Colombari
Cultura de Segurança e as PEMT – Plataformas elevatórias Móveis de trabalho
Neste rápido artigo, tentarei abordar de forma objetiva e prática o conceito de desenvolvimento e melhoria da Cultura de Segurança e como ele pode ser entendido, positivamente, por todos que se envolvem com PEMT, ainda mais neste momento de transformação de nossas normas regulamentadoras.
O termo Cultura é um substantivo feminino e podemos encontrar a sua definição em vários dicionários e léxicos por aí, como os exemplos abaixo:
O termo Cultura pode ser entendido como o conjunto de hábitos, crenças e conhecimentos de um povo ou grupo específico de indivíduos.
A Cultura é todo aquele complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade.
Ou ainda:
A cultura é compreendida como os comportamentos, tradições e conhecimentos de um determinado grupo social, incluindo a língua, as comidas típicas, as religiões, música local, artes, vestimenta, entre inúmeros outros aspectos.
A Cultura é parte do que somos, nela está o que regula nossa convivência e nossa comunicação em sociedade.
Acredito que os exemplos acima sejam adequados, e para o nosso objetivo aqui já é o suficiente!
Podemos assumir de forma segura a hipótese de que a cultura não existe sem um grupo social, sem um padrão de comportamento, sem tradições e sem a evolução do conhecimento. O termo é complexo, mas para desenvolver a nossa ideia, basta entender que todos estes elementos interagem juntamente entre si, um moldando o outro e evoluindo à medida que estas interações se consolidam. Por exemplo: o conhecimento adquirido em um determinado assunto, por um determinado grupo faz surgir novos hábitos que se tornam cotidianos neste grupo, sendo incorporados na sua cultura. Quando aumentamos o nosso conhecimento a respeito da importância de usar o cinto de segurança quando estamos em um veículo, incorporamos este hábito no nosso dia-a-dia, tornando parte da nossa cultura como sociedade.
Este processo não é prazeroso! De fato, na maioria das vezes é comum observarmos resistências e dores quando estamos diante de uma oportunidade de melhoria de nossos hábitos, costumes, leis e outros aspectos que formam a nossa cultura. Seguindo no exemplo acima, acredito que muitos ainda se lembram da dificuldade que passamos para incorporar o hábito de utilizar o cinto de segurança no carro, ou o uso do capacete em motocicletas. Hoje, isto já é uma realidade e outras melhorias já estão chegando a reboque desta.
Poderia também usar como exemplo, nesta mesma linha de raciocínio, a evolução da segurança nos veículos ao longo das últimas 4 décadas. E aproveito para lançar o desafio aqui: Quem, na faixa de 35 a 55 anos de idade não fez algumas viagens no “chiqueirinho”? Será que nossos pais eram irresponsáveis? Como sobrevivemos a isto?
Pois é, agora o coração aperta, pois você pode ser induzido a pensar que seus pais eram irresponsáveis, mas não é nada disso! Eles estavam inseridos em uma determinada cultura, com um determinado nível de conhecimento sobre segurança, que evoluiu ao longo das décadas que passaram, e que incorporaram muitas melhorias em nossa cultura em função do aprimoramento deste conhecimento em segurança que foi acrescentado. Dessa forma, foi consolidada uma consciência de segurança a respeito do transporte de crianças no carro.
Agora chegamos na cultura de segurança e já percebemos que esta cultura só evolui à medida que novos conhecimentos são adquiridos pelos membros de um determinado grupo, que pode ser uma empresa, uma cidade, um país ou até mesmo um grupo de pessoas que se envolve direta e/ou indiretamente com o uso de PEMT!
Isso mesmo, todos devem cuidar da cultura de segurança. Não é apenas uma responsabilidade do operador, mas também de todos que acompanham um serviço com este equipamento, do responsável por este trabalhador (seja encarregado, supervisor, gerente,), pelo agente comercial da locadora, pelo técnico de manutenção do equipamento, dos representantes do fabricante, de quem contrata este equipamento e todos os demais.
Estamos no momento de mudanças importantíssimas neste sentido. As novas normas regulamentadoras, em especial a NR01 e a NR18, definem um conjunto de requisitos fundamentais para que este equipamento seja utilizado de forma segura. Tenho certeza que teremos resistências e contrassensos, muitas vezes motivados pela falta de conhecimento específico, ou até mesmo pelos custos que estas novidades vão impor a este mercado.
Cabe aos profissionais da segurança do trabalho a tarefa de não ceder! Sejam fortes em suas convicções, exijam o cumprimento das normas, se atualizem, procurem por profissionais sérios para a correta orientação. Cobrem, cobrem e cobrem mais, que no mínimo sejam atendidos os requisitos normativos.
O conhecimento e a conscientização são os principais elementos do processo de evolução e melhoria da cultura de segurança.
E a ordem é essa mesma, pois a conscientização vem da consolidação do conhecimento. Não dá para desenvolver uma consciência segura sem que você tenha conhecimento de segurança!
Lembrem-se: A cultura de segurança não evolui espontaneamente. É necessário expandir o conhecimento para criar consciência e consolidar hábitos.

Sobre o autor:

Roland Robert Colombari

Engenheiro mecânico e de segurança do trabalho e professor das disciplinas de Qualidade, Engenharia de Segurança do Trabalho, Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações em cursos de graduação e pós-graduação em engenharia.

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