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Neste Dia Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho, a RRQualifica parabeniza esses profissionais que atuam dia-a-dia para garantir melhores condições de saúde e segurança dos trabalhadores no Brasil.

Para saber quais as perspectivas para os técnicos no atual mercado de trabalho, entrevistamos o presidente do Sintesp, Marcos Antonio de Almeida Ribeiro (Marquinhos). Com mais de 30 anos de experiência na área de SST, o presidente do Sintesp alerta para a necessidade dos profissionais TST investirem na capacitação e qualificação neste momento de transformação das relações de trabalho, que torna o mercado de SST mais competitivo.

O que os técnicos de segurança têm para comemorar em seu Dia?

R- Os profissionais Técnicos de Segurança do Trabalho têm muito o que comemorar nesta data, pois chegamos neste ano ao 32º aniversário da existência do TST como profissional. Somos uma categoria abençoada por Deus, pois a nossa bandeira é única, a salvaguarda da vida e saúde de todos os trabalhadores deste pais. Mesmo neste momento tão difícil em que o nosso país atravessa com tanto desmando da classe política que legisla contra os trabalhadores, retirando direitos já adquiridos a muito tempo, com um judiciário totalmente desgastado e também com um executivo sem nenhum norte, sempre objetivando prejudicar a classe trabalhadora em detrimento do poder econômico.

Quais são as perspectivas para os técnicos de segurança em um mercado de trabalho em transformação?

R- Neste momento precisamos urgentemente ficar atentos aos acontecimentos, principalmente com o advento da aprovação da lei da terceirização e agora da nova lei trabalhista, onde os postos de trabalho ficarão cada vez mais prejudicados. Precisamos aguardar e analisar o contexto, pois sabemos que o poder econômico deste país não tem e nunca teve uma mentalidade prevencionista, mas sempre teve como meta a redução de custos e que a segurança e saúde dos trabalhadores fiquem em segundo plano.

O que os técnicos de segurança precisam fazer para se destacarem no mercado de SST? Investir em cursos e treinamentos focados em uma área, por exemplo instrutor de máquinas e equipamentos, é importante?

R- Os profissionais TST precisam neste momento investir na capacitação e qualificação, buscando na participação de cursos, treinamentos, congressos, palestras, workshops, etc. conhecimentos e contatos, pois sabemos que muitos postos de trabalho estão sendo reduzidos devido à grande crise com o desemprego em que o nosso pais atravessa, jogando no mercado uma grande quantidade de profissionais competentes.

A “lei da terceirização” afetará o profissional de SST? Quais serão as mudanças nesta área?

R- A terceirização impactou grandemente na atividade dos TST, principalmente com o advento da terceirização do objetivo fim da empresa, onde a maioria das empresas irão reduzir o número de seus trabalhadores, provocando com isto a não necessidade de implantação de Sesmts nas empresas, consequentemente redução de postos de trabalho. As mudanças que estão por vir sem dúvida alguma serão nas terceirizações (pejotizações) da mão de obra, sendo também importante que nossos profissionais invistam na carreira de empreendedorismo, abrindo suas próprias empresas de prestação de serviços em segurança e saúde do trabalho.

Quais serão as ações do Sintesp para 2018?

R- O Sintesp estará atento nas questões econômicas do país, principalmente no que diz respeito sobre a sua receita financeira, visto que sem esta, não dará para manter funcionando 100% as nossas atividades que foram sem dúvida nenhuma o carro chefe do nosso trabalho até o momento. A demissão de vários funcionários, visando a redução de custos da nossa entidade, bem como o realinhamento de diversos contratos de terceiros, corte nos gastos, com isto, manter uma administração mais saudável, pois perdemos a arrecadação da contribuição sindical, mola mestra nas questões financeiras de nossa entidade. Está mantido todos os nossos esforços em atender principalmente o nosso representado, dentro de um padrão ético. Temos como meta a implantação de um curso de especialização a nível de segundo grau em Proteção contra incêndio e explosões e emergências, diversos cursos técnicos de instrutoria, implantação de uma Plataforma de serviços, parcerias com diversas entidades, e muito mais. Acreditamos que é na dificuldade que ganhamos qualidade e competiividade.