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Vítimas de Acidente de Trabalho

Nesta sexta-feira, 28 de abril, acontecem no Brasil e em outros países eventos para lembrar os trabalhadores que morreram ou se acidentaram em decorrência de sua atividade profissional.

O dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, começou no Canadá por iniciativa do movimento sindical e desde 2003 a tem a data como momento de reflexão sobre a segurança e saúde do trabalhador. A data foi escolhida em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, no ano de 1969.

Este ano, a OIT propõe o tema: “Aperfeiçoar a compilação e uso de dados sobre SST: reforço dos pilares de uma cultura de prevenção”. Segundo a organização, a cada ano, no mundo, cerca de 2,34 milhões de pessoas morrem em acidentes de trabalho ou decorrente de doenças causadas pelo trabalho. O custo direto e indireto devido aos acidentes e doenças é próximo de US$2,8 trilhões, 4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Os últimos dados brasileiros sobre o tema apontam que, em 2015, ocorreram 612.632 casos de acidentes de trabalho no Brasil, dos quais 2.502 levaram a morte de trabalhadores. Os dados são do Ministério da Previdência Social, que compõem o Anuário Estatístico do órgão. A Previdência Social baseia seus dados nas comunicações de acidente de trabalho (CATs) feitas pelas empresas. Nesta estatística não estão inclusos trabalhadores informais e servidores públicos.

Fatores de risco dos acidentes de trabalho

O alto índice de acidentes e doenças ocupacionais, ainda registrados no país, está relacionado a diversos fatores: falta de conhecimento técnico; o não cumprimento da legislação de segurança e saúde do trabalho; atitudes imprudentes; não utilização ou fornecimento de EPI (Equipamento de Proteção Individual) adequado; manutenção precária de máquinas e equipamentos; falta de investimento na capacitação do trabalhador.

Investir em capacitação dos colaboradores, como na melhoria das condições de trabalho, é comprovadamente benéfico tanto para a vida dos trabalhadores como para a saúde financeira das empresas. Segundo a Agência Europeia para Segurança e Saúde no Trabalho, estudos internacionais apontam que a cada euro investido em SST, existe um retorno de 2,2 euros.

“Conhecer bem o ambiente de trabalho e as ferramentas ou equipamentos que serão utilizados é fundamental para os trabalhadores realizarem suas atividades com eficiência e segurança. Muitos acidentes ocorrem por falta de capacitação ou por treinamentos inconsistentes”

alerta o engenheiro de segurança do trabalho, Roland Robert Colombari.

“Informação de qualidade sobre prevenção de acidentes devem ser constantemente oferecidas aos trabalhadores”

completa Colombari.